terça-feira, 11 de outubro de 2011

Thomaz Farkas


Autor: Thomaz Jorge Farkas (Budapeste, 1924 - São Paulo, 2011)
Título da foto: Brasília (1960)

Thomaz Farkas era húngaro, mas veio para o Brasil ainda criança. Graduou-se em engenharia mecânica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e foi diretor da Fotoptica. Trabalhou como fotógrafo, professor, produtor e diretor de cinema.

A construção e formação da cidade de Brasília é tema recorrente nas obras de Farkas, que acompanhou todo processo. Essa foto, especificamente, refere-se a inauguração do Congresso Nacional, em 21/04/1960. A obra retrata a presença de muitas pessoas na parte superior da construção, no entanto parecem ser apenas políticos e outras figuras importantes da época, por estarem todos reunidos em uma "área nobre", e por não ser possível visualizar um local específico para a população. Outro aspecto que nos chamou a atenção na foto é a ausência do espelho d'água que cobre a parte frontal do Palácio do Congresso, o que pode evidenciar a pressa com que a cidade foi construída e a necessidade de inaugurá-la rapidamente.

Por Michel Augusto Mendes e Otávio Spinace

Musician in the Rain - Robert Doisneau

Robert Doisneau (1912 -1994) foi um famoso fotógrafo francês, registrava principalmente a vida social das pessoas, e também trabalhou com fotografias para revistas.

Ao pesquisar sobre o Robert Doisneau eu dei de cara com a fotografia mais famosa dele "O Beijo do Hotel de Ville" (Paris, 1950), e várias outras em que o tema central é o beijo, mostrando o lado romântico tanto do fotógrafo, quanto da cidade - Paris -. Então, encontrei essa fotografia, que me chamou atenção pois expressa um outro tipo de amor, pelo instrumento, pela música. Cuidado, carinho e dedicação é o que a imagem me faz sentir!

O contraste de cores, o cenário e principalmente o personagem deixando de cobrir-se para proteger seu instrumento, fazem um retrato da sensibilidade e fragilidade humana para com o mundo que o cerca. A fotografia deixa de ser um papel e ganha vida, ganha sentimento e um propósito.

Benjamin Abrahão Botto



Esta foto de Botto nos permite observar parte da cultura material do cangaço. Nela podemos ver as saias curtas das mulheres, o famoso chapéu de cangaceiro, os sapatos, as armas do cangaço, entre outros objetos próprios da cultura daquele grupo.  É também possível observar a geografia do local. Não posso dissertar muito mais do que isso sobre o studium desta foto pois meu conhecimento referente a esse momento histórico é muito superficial.
Posso, no entanto, falar sobre seu punctum, sobre aquilo que atraiu minha atenção. Observando a imagem, meu olhar é arrastado para a cabeça de Lampião. Ele ocupa lugar no cento da foto (mais uma característica do studium: a centralidade do chefe do bando e da figura masculina) e, portanto, seria de se esperar que atraisse a atenção do observador. Mas não é seu corpo que me punge, é seu rosto, sua cabeça.  Ela se põe logo acima da linha do horizonte, e acima dela está apenas o céu. Há, é verdade, as árvores, mas estas ocupam um lugar periférico na foto, estando no fundo ou nos cantos, como que margeando a cabeça do cangaceiro. Nesta foto, a cabeça de Lampião, com seu chapéu de meia lua, parece ser o sol – símbolo tão associado ao sertão –  nascendo por detrás da serra.
Na foto estão registrados Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Maria bonita, sua companheira, além de uma terceira personagem não identificada.  São de autoria de Benjamin Abrahão Botto as únicas imagens, em vídeo e fotografia, do cangaceiro e seu grupo. O líder do grupo autorizou que o fotógrafo realizasse o registro do grupo, dando-lhe inclusive autorização por escrito para isso e acrescentando que não permitiria isso a nenhuma outra pessoa.  As imagens eram feitas no acampamento onde o grupo se encontrava, conviveu com o grupo por pelo menos seis meses no ano de 1936.
Depois do golpe de 1937, que culminaria no Estado Novo, o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) do governo confisca e analisa o material registrado por Botto, considerando-o inadequado, por possuir registro do bando de Lampião e em 10 de maio de 1938 Benjamin é assassinado por 42 facadas, sem que o crime fosse devidamente esclarecido.


Gabriel C. de S. Santos e Lígia M. G. Rolfsen

Futebol: Um olhar diferente!



Alice Brill Czapski, alemã nascida em Colônia no ano de 1920. Na década de 30 vem para o Brasil refugiada do Nazismo que ganhava corpo pelo território Europeu; dedicou-se além da Fotografia à pintura e ao desenho com temáticas da paisagem urbana e, inclusive, em fases posteriores de sua carreira, aproximações com o "Abstracionismo".
A princípio, o que mais nos chamou a atenção foi o fato da foto (Estádio do Pacaembu, São Paulo, SP. 1953) ser registrada por uma mulher em um ambiente predominantemente masculino. Os principais pontos a serem destacados da imagem são: vestimenta do público, isto é, o uso de ternos e gravatas, sapatos, chapéus dão um tom de formalidade àquilo que se costumava chamar de espetáculo - na voz de um grande narrador esportivo da época, Fiorri Gigliotti..."Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo."
Um segundo ponto que chama a atenção é o fato dos dois homens, que estão no primeiro plano da foto, estarem em cima de um caixote. Dito de outra forma, a pose, a sombra e o seus próprios olhares em relação a partida se diferem da multidão que está logo atrás deles, ou seja, a suposta comemoração (de um possível gol, uma falta, fim de um jogo...) da arquibancada em contraposição a imobilidade de ambos.  
Um úlitmo ponto a ser observado por nós foi o fato da presença de diferentes "tipos humanos" seja pela presença de crianças, seja pela presença de negros e vendedores do estádio. Em última palavra: a diversidade que o esporte, desde aquela época, proporciona.


Tiago de Freitas  e Maiara Maziero.

 


 

George Rodger




Fotógrafo: George Rodger ( 1908- 1995)
Obra: Campo de concentração Bergen-Belsen, 1945.

Essa foto nos interessou primeiramente pois mostra uma vala comum cheia de corpos dos perseguidos pelo nazismo. Isso demonstra o tamanho da crueldade com a qual os judeus e outras minorias foram submetidas durante o regime de Hitler. Nessa foto, também, observamos soldados britânicos obrigando as oficiais da SS (que vigiavam o campo) a recolher os corpos de dentro da vala. Essa imagem é impactante pois ele foi o primeiro jornalista e fotógrafo a entrar no campo de Bergen-Belsen. Além dessa foto, existem outras desse mesmo campo feitas por ele.

Victor Zeferino e Guilherme Vassão

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


The 2011 National Geographic Photo Contest

Olá pessoal!
Já que estamos em uma vibe fotográfica, vi um negócio super legal no site da National Geographic e resolvi compartilhar. Todo ano eles lançam um concurso de fotografias, com várias categorias: natureza, pessoas ou lugares. O concurso desse ano está com as inscrições abertas, mas tem uma ("singela") taxa de $15 por foto e o primeiro prêmio é de $7500 dólares. Mas acho que o mais legal é ficar olhando as fotos, dá pra ver todas as fotos postadas, e tem algumas muito bonitas.
O link do concurso é esse http://ngm.nationalgeographic.com/ngm/photo-contest/
espero que vocês gostem!


Fotógrafo: Geraldo de Barros (1923 - 1998)
Obra: Homenagem a Stravinsky, 1949
Ao observar a fotografia notamos, primeiramente, os objetos comuns que a compõe (o porta retrato, os chapéus, o espanador e o cabide) e que somados a contornos feitos a mão por cima da revelação - note os rasbiscos feitos em cima dos chapéus - formam uma face. O ponto que mais chama a atenção na imagem, que seria o foco, varia de pessoa pra pessoa e, no nosso caso, varia entre o retrato do casal de idosos e o chapéu mais central.
Sobre a intenção do fotógrafo, pelo menos aquela que nos parece, considerando o nosso olhar leigo, é a de retratar um músico influente para o século XX, compositor de música clássica, e ele cria essa imagem contrastando o retrato mais antigo, que aparentemente é objeto do pensamento da figura moderna representada - que seria ele (algo como o contraste entre o antigo e o novo).
Leandro Arouca e Mariana Mei