domingo, 23 de outubro de 2011

Benjamin na quinta

Não esqueçam: quinta dia 27 a obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (ou de suas técnicas de reprodução), ambas as traduções são boas.

sábado, 22 de outubro de 2011

INDICAÇÕES PARA O TRABALHO FINAL

Trabalho final:

(a ser entregue em 24 de novembro)

O trabalho final será realizado com base em uma fotografia de família. Deve-se escolher uma foto dentre várias (um recorte em uma série). A foto deve ter sido tirada antes mesmo de vocês nascerem, ou então quando vocês eram ainda bebês e não tinham consciência de que a foto estava sendo tirada.


O trabalho divide-se em três partes:

1ª parte: fotografia como objeto

- Descrição física da fotografia escolhida.

Dimensões da foto, papel usado, máquina fotográfica utilizada, estado de conservação (se está amarelada, amassada, desbotada, se tem rasgos ou marcas etc.), se é colorida ou preta e branca etc.

2ª parte: Studium

- Narração da fotografia escolhida. Fingindo que o leitor de seu trabalho final não pode enxergar a imagem, descrever a cena: quem está sendo fotografado (personagens), o que estão fazendo, como estão vestidos, seus gestos.

Além disso, deve-se narrar quem tirou a foto, por que tirou, onde tirou, o que estavam fazendo os referentes da foto (por exemplo se era um data comemorativa) etc.

- Para estas informações deve ser feito um trabalho de "história oral", de conversa com familiares, para obter as informações sobre a foto.

- Pode-se trabalhar com fotos espontâneas, ou então posadas propositalmente (por exemplo, para um casamento). As espontâneas costumam “render mais”. Procurem uma foto que fuja do glamour (é desejável que não seja foto alterada posteriormente, ou perfeita demais).

3ª parte: Em busca do Punctum

- Escrever sobre o que lhe toca na foto. Qual o detalhe da foto que punge? Toda foto tem uma história, e é sobre essa história e sobre sua escolha que vocês devem discorrer aqui.

- É uma parte mais pessoal, onde pode-se descrever sensações, os motivos de escolha da foto dentre outras, as impressões que ela suscita.


Importante: Incluir uma cópia da foto no trabalho. Por favor não inclua o original.

O trabalho pode ser digitado ou escrito a mão.

Não há número de páginas pré-determinado.

Bom trabalho a todos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Cristiano Mascaro.



Cristiano Alckmin Mascaro (Catanduva SP 1944). Fotógrafo, arquiteto e professor. Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP, é um dos mais importantes fotógrafos da capital paulista e de sua arquitetura, que documenta sistematicamente há mais de duas décadas.










O que nos chamou atenção nessa foto, foi a simplicidade que ela nos remete.
Quintais, muros baixos, calçadas acidentadas, árvores, carros estacionados, rua asfaltada e de paralelepípedo; não há nada magistral na imagem, ela é simples, porém, contém uma profundidade estética e um silêncio imaginativo. Outro detalhe da imagem se dá pelo alinhamento que a ela possui. Os carros estão enfileirados, bem como as árvores, os muros e o asfalto - todos os elementos da foto são paralelos, a partir da guia da calçada (que se vê horizontal).


Aline Assencio e Pedro Forti.

Festival Hercule Florence

Para os apaixonados por fotografia se inscreverem...e que tal se arriscarem no concurso?


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Festim Diabólico


Olá pessoal!

Seguindo o tema de nossa última aula, eu queria mostrar um filme bastante famoso, mas que mostra o uso das câmeras e cortes na filmagem de um modo peculiar.
O filme se chama "Festim Diabólico" de Alfred Hitchcock. Foi filmado em 1948 e o diretor quis fazer algo ousado e radical na época: uso do tempo real no cinema. A história é baseada em uma peça de teatro e foi feito o filme dessa forma. Basicamente um único cenário onde não há cortes nas cenas. A câmera acompanha as pessoas andando pela sala sempre no mesmo ângulo. Os únicos cortes que aparecem são devidos a uma limitação técnica daquele período. Os rolos de filmes só conseguiam filmar 10 minutos.
Para driblar isso, Hitchcock faz os cortes no momento em que fica escuro na frente da câmera. Assim, ele geralmente foca nas costas de alguém, ou na parede, ou em algum outro lugar, para corta a cena. Entretanto, o tempo não se perde, pois as cenas foram construídas de forma que o público não perceba os cortes e não perca a linha do tempo.
Assim diz Hitchcock:

A peça teatral desenrolava-se ao mesmo tempo que a ação; esta era contínua, desde o levantar até o baixar do pano. Eu fiz a mim mesmo a seguinte pergunta: como posso rodá-lo de maneira semelhante? A resposta era evidente: a técnica do filme seria igualmente contínua e não haveria nenhuma interrupção no decorrer de uma história que começa às 19:30 e termina às 21:45. Então ocorreu-me a ideia louca de fazer um filme que constasse de um único plano. Atualmente, quando penso nisso me dou conta de que era completamente estúpido, porque rompia com as minhas traições e renegava as minhas teorias sobre a fragmentação do filme e as possibilidades da montagem para contar visualmente uma história”. 


Segue uma cena onde podemos ver que em 3:30 temos o corte; mas em nenhum momento a câmera sai do ângulo, sempre acompanhando as pessoas.