Dados sobre o quadro: L'Atelier du peintre, de Gustave Courbet. Pintado entre 1854 e 1855, está no acervo do Museu d'Orsay em Paris.
Pra mim é difícil enumerar apenas uma razão que me levou a escolher esse quadro. A primeira vista, ele me pareceu extremamente confuso, como se os elementos não apresentassem uma unidade entre si, como se tudo tivesse sido "jogado" na tela. Entretanto, após olhar com mais atenção, pra mim foi possível perceber que as imagens oferecem uma relação entre sí. Mais do que imagens aleatórias, comecei a interpretá-las como símbolos... O elemento central do quadro é o próprio Courbet (é possível saber que é ele pois ele tem outros auto-retratos). Entretanto, nesse quadro ele retrata a si mesmo pintando, o que eu não vi com frequência em outras obras. Um ponto que me chamou atenção foi a mulher semi nua que está ao lado direito dele. É possível perceber que ela e a criança do lado esquerdo são as únicas pessoas do quadro que realmente estão envolvidas com o pintor, o admirando a pintar. Se observarmos bem, veremos que todos os outros estão alheios a essa situação (notem a mulher em evidência no lado direito, ela parece ter o olhar perdido no horizonte...). Mas o que realmente me despertou curiosidade foi o conflito entre os lados direito e esquerdo do quadro. Se nós traçarmos uma linha bem no centro da imagem, bem onde se encontra Courbet, veremos quão distintos são esses dois lados da pintura. Do lado direito, vemos pessoas bem vestidas, temos até um homem com um livro na mão. Inclusive o vestido jogado no chão que parece pertencer a mulher semi nua parece ser bem suntuoso... Quando voltamos nosso olhar para o lado esquerdo, percebemos que as pessoas retratadas parecem ser pobres. O homem ao lado do quadro que Courbet pinta, está caído no chão, dá a impressão de estar maltrapilho, e o menininho ao lado de Courbet também está vestido com uma roupa rota. Atrás do homem que parece ser um mendigo há um rapaz semi nu que me faz lembrar algum tipo de santo. Se desse pra ver sua fisionomia, imagino que seria de sofrimento... Não sei se foi proposital, mas esse quadro me faz pensar em luta de classes. Pobres e maltrapilhos a esquerda X ricos e letrados a direita (literalmente). E Courbet está no centro de tudo.
Pra mim é difícil enumerar apenas uma razão que me levou a escolher esse quadro. A primeira vista, ele me pareceu extremamente confuso, como se os elementos não apresentassem uma unidade entre si, como se tudo tivesse sido "jogado" na tela. Entretanto, após olhar com mais atenção, pra mim foi possível perceber que as imagens oferecem uma relação entre sí. Mais do que imagens aleatórias, comecei a interpretá-las como símbolos... O elemento central do quadro é o próprio Courbet (é possível saber que é ele pois ele tem outros auto-retratos). Entretanto, nesse quadro ele retrata a si mesmo pintando, o que eu não vi com frequência em outras obras. Um ponto que me chamou atenção foi a mulher semi nua que está ao lado direito dele. É possível perceber que ela e a criança do lado esquerdo são as únicas pessoas do quadro que realmente estão envolvidas com o pintor, o admirando a pintar. Se observarmos bem, veremos que todos os outros estão alheios a essa situação (notem a mulher em evidência no lado direito, ela parece ter o olhar perdido no horizonte...). Mas o que realmente me despertou curiosidade foi o conflito entre os lados direito e esquerdo do quadro. Se nós traçarmos uma linha bem no centro da imagem, bem onde se encontra Courbet, veremos quão distintos são esses dois lados da pintura. Do lado direito, vemos pessoas bem vestidas, temos até um homem com um livro na mão. Inclusive o vestido jogado no chão que parece pertencer a mulher semi nua parece ser bem suntuoso... Quando voltamos nosso olhar para o lado esquerdo, percebemos que as pessoas retratadas parecem ser pobres. O homem ao lado do quadro que Courbet pinta, está caído no chão, dá a impressão de estar maltrapilho, e o menininho ao lado de Courbet também está vestido com uma roupa rota. Atrás do homem que parece ser um mendigo há um rapaz semi nu que me faz lembrar algum tipo de santo. Se desse pra ver sua fisionomia, imagino que seria de sofrimento... Não sei se foi proposital, mas esse quadro me faz pensar em luta de classes. Pobres e maltrapilhos a esquerda X ricos e letrados a direita (literalmente). E Courbet está no centro de tudo.
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