quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os penhascos de Rüggen



Obra: Os penhascos de Rüggen

Autor: Caspar David Friedrich

Ano: 1818

Local: Musem Oskar Reinhart am Stadtgarten, Alemanha

Essa obra chamou minha atenção por conta da conectividade entre os elementos da natureza e as personagens humanas. A paisagem parece imitar a posição das personagens (ou seria o contrário?), estabelecendo um vínculo entre o homem e a natureza. Dessa maneira, a árvore que se estende sobre a mulher de vermelho e que chega ao topo da tela possui uma forma que se assemelha à postura da mulher. Seus galhos sem folhas parecem-se com a mão estendida da mulher.

Da mesma forma a montanha do canto direito possui uma inclinação próxima à do homem que está caído. O mesmo se pode ver nos ramos que se encontram logo acima dele e que vêm da árvore que se encontra no canto direito da tela. Essa árvore se relaciona também ao outro homem, que está logo abaixo dela, de braços cruzados. Assim como o homem, a árvore passa uma ideia de austeridade.

Penso que nessa obra ocorre uma exaltação da natureza. Ela está posta como superior às personagens humanas. A iluminação dada aos elementos naturais e o tamanho de tais elementos em relação às personagens humanas demonstram isso. A condição humana é frágil: os homens estão à beira de um abismo. A natureza, ao contrário, mantem-se intacta e imperiosa.

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