sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Joana d'Arc ouve pela primeira vez a voz.


Artista

Pedro Américo (1843–1903)


Nomes alternativos

Pedro Américo de Figueiredo e Mello

Descrição

pintor brasileiro

Data de nascimento/falecimento

29 de Abril de 1843

22 de Fevereiro de 1903

Local de nascimento/falecimento

Português: Areia, Brasil

Português: Florença, Itália

Local de trabalho

Rio de Janeiro, Paris, Florença

Título:

English: Joan of Arc listening for the first time to the voices that predict her prominent fate

Português: Joana d'Arc ouve pela primeira vez a voz que lhe prediz o seu alto destino

Data: 1884

Técnica: Óleo sobre tela

Dimensões: 229 × 156 cm

Localização actual: Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro)

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pedro_Américo_-_Joana_d'Arc_ouve_pela_primeira_vez_a_voz_etc_-_1884.jpg


Uma obra que retrata de maneira muito real a “suposta” reação de Joana d'Arc ao ouvir a voz misteriosa que a predestinou escrever uma parte importante da História da França.

É impressionante a riquezas de detalhes do ambiente em que ela se encontra. A luz ao alto harmonicamente colocada com a figura de um anjo e a expressão de seu olhar torna a pintura extremamente viva, como que uma foto tirada na época.

As mãos em forma de oração e súplica, os olhos, embora arregalados, não demonstram espanto, mas sim atenção. O ambiente simples, como deveria ser, pois a menina Joana era camponesa, de família humilde. Tudo retrata, de maneira direta, a intenção do autor, a julgar pelo título dado à pintura. (Milton Quaresma)




Natureza Morta com Sopeira


Título: Natureza Morta com Sopeira
Data: s/d
Pintor: Pedro Alexandrino Borges
Acervo Banco Itaú S.A. São Paulo
O gênero de pintura de Pedro Alexandrino Borges, natureza morta, não despertou a princípio algum tipo de emoção. Observando por mais tempo sua obra pode-se perceber a proeminência de traços fortes e cores vibrantes, em contraste com a delicadeza da pintura da porcelana, a sopeira, deslumbrando-se assim, uma imagem agradável. As obras de Borges retratam o estilo de vida da burguesia brasileira do início do século XX, pois seus quadros decoravam as salas de jantar das elites daquele período.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

The Victory Returning From Trafalgar, 1806


Título: The Victory Returning From Trafalgar, 1806

Autor: Joseph Mallord William Turner

Data: 1806

Localização: Yale Centre For British Art, Hartford, Connecticut, USA

Imagem disponível em: http://www.william-turner.org/The-Victory-Returning-from-Trafalgar,-1806.html (12/08/2011)

Este quadro, além de sintetizar a essência da obra de Turner, expõe um momento político de extrema importância na história da Inglaterra, que foi vivenciado pelo autor: a batalha de Trafalgar, que contrapôs a marinha britânica e a esquadra franco-espanhola. A composição do quadro, após a vitória inglesa, apresenta o mar calmo - em oposição a outras obras de Turner - e as nuvens escuras se dissipando e limpando o céu. Possivelmente a pintura exprimia o sentimento nacionalista britânico de esperança, ainda em estágio inicial, durante as Guerras Napoleônicas.

The Port in Cannes




Autor: Pierre Bonnard
Título: The Port in Cannes
Ano: 1926
Onde se encontra: Coleção privada

Pierre Bonnard nasceu na França em 1987 e começou a mostrar seu lado artístico próximo aos vinte anos quando expos alguns trabalhados em galerias independentes; é conhecido pelo intenso uso de cores. O que me chamou a atenção neste quadro foi justamente o uso das cores, e principalmente dos contrastes. A brusca diferença das cores faz com que uma linha divisória seja desnecessária - por exemplo a delimitação do chão em relação a água-. No quadro vemos um navio ancorado no porto com nuvens de tom aroxeado logo acima. Próximo ao porto há uma criança vestida com roupa laranja e uma pessoa vestida inteiramente de preto próxima à um animal, provavelmente um cachorro ou um gato. Tanto o preto quanto o laranja se destacam do amarelo do chão no qual foram pintados, fazendo com o quadro não seja focado no centro da imagem, e sim uma obra a ser vista e analisada por todos os angulos possíveis.

Portrait of Eugene Lamy


Autor: Gustave Caillebotte
Título da obra: Portrait of Eugene Lamy
Data: 1889
Localização: Coleção Particular

A obra de Gustave Caillebotte, "Retrato de Eugene Lamy " em português, retrata um homem vestido de forma simples, no meio da estrada e no fundo um rio e uma ponte que o atravessa. Ao olhar para a expressão do personagem, os ombros caídos e os olhos pesados e fundos, tenho a sensação de desamparo, cansaço e desilusão, alguém que trabalhou muito e volta para a casa sem ninguém para esperá-lo.
A mão no bolso e as cores leves que em algumas partes são tocadas pelo sol, dão a impressão de uma realidade sem perspectiva de mudança, com um certo ar de conformidade não só por parte do homem, mas de toda a natureza que o cerca.


Ophelia


Autor: John Everett Millais (1829 - 1896)
Título: Ophelia
Data: 1851-2
Localização: Tate Gallery, Londres (UK)

O quadro é uma representação da morte da personagem Ophelia, a amada de Hamlet na peça de Shakespeare. Ophelia teria morrido afogada ao cair em um lago enquanto colhia flores, vê-se na pintura que a moça encontra-se cercada de flores, cada uma com um significado próprio. O autor teria passado meses no campo a fim de conseguir a paisagem perfeita, o modelo retratado é Elizabeth Siddal, considerada a musa dos pintores pré-rafaelitas, ela teria posado para Millais em uma banheira durante horas tendo quase morrido de frio, o resultado foi uma pintura excepcional, porém Siddal contraiu uma pneumonia séria.
A moça é retratada com as feições plácidas, como se estivesse repousando, de forma a transferir a morte a imagem de  tranqüilidade e descanso, Ophelia não parece morta, parece apenas descansar nas águas do rio.



Os penhascos de Rüggen



Obra: Os penhascos de Rüggen

Autor: Caspar David Friedrich

Ano: 1818

Local: Musem Oskar Reinhart am Stadtgarten, Alemanha

Essa obra chamou minha atenção por conta da conectividade entre os elementos da natureza e as personagens humanas. A paisagem parece imitar a posição das personagens (ou seria o contrário?), estabelecendo um vínculo entre o homem e a natureza. Dessa maneira, a árvore que se estende sobre a mulher de vermelho e que chega ao topo da tela possui uma forma que se assemelha à postura da mulher. Seus galhos sem folhas parecem-se com a mão estendida da mulher.

Da mesma forma a montanha do canto direito possui uma inclinação próxima à do homem que está caído. O mesmo se pode ver nos ramos que se encontram logo acima dele e que vêm da árvore que se encontra no canto direito da tela. Essa árvore se relaciona também ao outro homem, que está logo abaixo dela, de braços cruzados. Assim como o homem, a árvore passa uma ideia de austeridade.

Penso que nessa obra ocorre uma exaltação da natureza. Ela está posta como superior às personagens humanas. A iluminação dada aos elementos naturais e o tamanho de tais elementos em relação às personagens humanas demonstram isso. A condição humana é frágil: os homens estão à beira de um abismo. A natureza, ao contrário, mantem-se intacta e imperiosa.